quarta-feira, maio 27, 2009

sempre

foto de Alvaro Marques
(...)
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
(...)
A.Campos

6 comentários:

arion disse...

É um bocado assim, pois. Beijo!

Margarida Piloto Garcia disse...

É mesmo assim.

Porcelain Doll disse...

É um poeta extraordinário... e Álvaro de Campos um incrível heterónimo... inútil... no fundo é mesmo tudo inútil... mesmo que umas coisas de fronte das outras dêm a sensação de nos estarmos a mover... tempo e espaço não passam de meras ilusões... inutilidades... impossível e real: apenas mais ilusões inúteis, na verdade... talvez seja até o sono de mistério superfície mais misterioso que o mistério do fundo... sempre uma ou utra coisa... mas eu acho, cá para mim, que é mas é coisa nenhuma...

Jokas... buéda maradas! :D

Su disse...

arion; margarida; porcelain doll...



sempre------------ coisa--nenhuma



jocas maradas.sempre

Cris disse...

Que dimensão!!Adorei!!(cris, visoes)

Marta disse...

Nem sempre; nem nunca! é o que te digo :)

mais beijos