segunda-feira, outubro 23, 2006

As nuvens não se espantaram

foto de Graça
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

12 comentários:

Frioleiras disse...

Há tanto tempo que não lia este poema... melhor, esta sensação, terna de melancolia...
este doce sentimento de insatisfação na vida e da vida...

mfc disse...

Que poema mai lindo!

martim disse...

assim nasce e morre um génio, desamparado e sem o afago da natureza. é injusto. bjo.

wind disse...

Lindíssimo:)
beijos

António Almeida disse...

quando nasceste... o mundo ficou mais rico!

Rosa dos Ventos disse...

Faço minhas as palavras de Frioleiras!

Cristina disse...

Muito lindo! Por caso fazes anos hoje? Se for esse o caso, PARABÉNS
:)
beijinhu

Anónimo disse...

"Pra que o dia fosse enorme,bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe..."

E é o quanto baste ...

Su disse...

frioleiras; mfc; martim; wind; antonio almeida; rosa dos ventos; cris (já fiz em julho:); ana p....


..belo...ternurento...melancolico... in.satisfeito...

jocas maradas de tempo

Pirate disse...

Um espanto de poema !
A melancolia em palavras... a ternura materna é quanto basta para o dia ser grande e a vida valer a pena.

Pirate disse...

Lindo
A melancolia feita poema.
Basta a ternura do olhar maternal para o dia ser grande e a vida valer a pena...

AS disse...

Nenhum olhar tem a ternura e o brilho de um olhar materno...


Beijos...