segunda-feira, março 05, 2007

-me


A ficção acompanha-me, como a minha sombra.
E o que quero é dormir.
Bernardo Soares

15 comentários:

pb disse...

a ficção...parte das nossas vidas diarias, ficcionamos na esperança que a ficção se torne realidade e assim vamos vivendo e vivendo...beijoka real !!

Frioleiras disse...

Quem ???
O rato ?
...

linfoma_a-escrota disse...

Solta teu espelho com um sorriso,
larga-lhe os pulsos e pinta-o com cores vivas
nas pichagens da alma massajada a gaze,
faz com que delimite vendavais rupturais
de reflexo esbranquiçado como roldana,
convidando cada névoa a vir instalar-se.

Nos vidros partidos não denoto bem
quais conivências convenientes da palavra serão
mais apropriadas para fazer sentires-me em ti,
neste globo de mosaicos despedaçados e
desfeitos em pedacinhos fininhos sem farinha
boiamos apaziguados, marasmos no exagero.

Só as crianças aguardam que a génese dos
pioneiros aconchegados lhes corte as penas,
caso pedinchem por caldo verde ou um Boeing 666
irão ler obstinadas sendo carreiras por heranças,
escrevo a computador burguês porque sorte sou
senão iria cair exausto d’injustiça, incrédulo na arte.

Mas já conheci muito carisma que sofreu d’esforço
mal retribuído, renasceram requintes diamantes,
aliás, mais facilmente mentiroso engravatado, que
consome numa tarde o orçamento de Estado do Zaire,
era capaz de chacinar à distância seus intímos, com
pupila desculpa-dilatada, programado hábito gelado.

Busca o poder para exterminar o pressuposto,
o quotidiano não pode ser usada entropia inflexível
mas sim ninho materno, mesmo num matad’oiro
és sozinho raíz sistémica capaz de desconstruir
a vastidão a que pertences, preferível é fugires antes
que te transformem o interior da partilha espontânea.


in trepidação/trepnação 2004

www.motoratasdemarte.blogspot.com

Arion disse...

Excelente conjugação imagem/texto. A mim também me tem dado sono, mas +e mais pela falta de ficção... :\

martim de gouveia e sousa disse...

Bom sono, pois, vendo por dentro. bjo.

Cristina disse...

descansa então
:)

isabel mendes ferreira disse...

diria que ficcionando mesmo que com sono se chega à real medida da vida....


abraço.Te.

Conceição Bernardino disse...

Olá,

Povo

Ò povo que trais sem saber
O corpo que cansada da luta não
Pode ver

Ò néscio que não tiveste
Quem a ti te ensinasse
A andar.

Ò triste que caminhas com os
Pés dos outros,
Sem saber no que estás a pisar!

Poema da autoria de LILIANA BARRETO do LIVRO POISEIS II

Desejo-te uma bela semana, na companhia deste belo poema que encantou os sentidos.

Beijinhos Conceição Bernardino
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...

A conjugação das palavras com a imagem está, como já é habitual por aqui, excelente.

Um beijo de saudades

Fernando Rozano disse...

Oi Su, perfeito o post, em todos os sentidos: palavras, imagem. União criativa e de muita densidade. Beijos.

Fábula disse...

há dias em que acordo e não tenho bem a certeza se sou realidade ou ficção, por isso compreendo muito bem este pensamento! ;)

Alisson da Hora disse...

desassossegos... maravilhoso livro no qual somos fictícios, e o Soares nos personifica no meio das ruas lisboetas...

abraços

a.h.

as velas ardem ate ao fim disse...

Descansa.


Bjos sossegados.

Cristina disse...

Um feliz dia para ti hoje
:)
beijinhu

Su disse...

pb...joca marada de real:)

frioleiras...nop..o gato:)

linfoma....gostei...marasmos no exagero..:)))

arion...sem sono...sem ficção...

martim...sim ..por dentro.bjo

isabel...estou contigo.jinhoT

conceição...merci pela partilha.bjos

titá....saudades de ler.te....sem tempo eu.....mil desculpas...jocas

fernando...gostei de te saber deste lado do mar...aqui:)))))jinho

fabula....eu quase q tenho a certeza que sou fiççao ..qd acordo...

a.h....desassossegos...tantos....

as velas....sim...tento...mas a cabeça parece uma sala de cinema.jinho

cris...jinhUsss marados:)))


jocas maradas per tutti