sábado, agosto 22, 2009

tem

foto de Mário Oliveira
"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(Clarice Lispector)

11 comentários:

mfc disse...

esta mulher tem uma sensibilidade enorme.

wind disse...

Adoro clarice Lispector:)
Beijos

Porcelain Doll disse...

Creio que as batalhas infantis deveriam ter fim. Não é digno de gente esclarecida certo tipo de guerrilha. Para ser franca, envergonho-me de ter participado dela; fi-lo apenas para me defender de uma ameaça invisível, no sentido de tentar dissuadir futuras parvoíces, mas dizendo com frontalidade aquilo que penso, claro que com palavras cruéis, para fazer sentir aquilo que eu senti. Um dia disse a alguém que não me magoaria, mas na verdade magoou-me e se conversasse comigo frontalmente saberia exactamente porquê. Jamais lhe escondi os meus segredos ou de alguém; na verdade, não tenho quaisquer segredos, ou não viria aqui a público expôr-me da forma como tenho feito este tempo. Um dia neguei segredos a uma personagem inventada por alguém, que julgava referir-se a segredos íntimos, os quais de facto não estava disposta a revelar àquela pessoa. Procurei fazer perceber a forma péssima como me senti face a brincadeiras com aquilo que não é brincavel. Não tenho sentido de humor, de facto e gosto que me deixem viver a minha vida de acordo com a minha falta de sentido de humor e com aquilo em que acredito. Eu de facto levo tudo muito a sério e tenho o direito a que não brinquem se eu quiser que não brinquem. É um direito que me assiste. Ninguém deve vir e reprimir as minhas ideias. Isso era antes do 25 de Abril é que se fazia.

Não consigo compreender por que motivo sou tão odiada; que tipo de suspeitas recaem sobre mim; mas uma coisa tenho a certeza; esse tipo de sentimentos negativos não são superiores ao que carrego de positivo dentro de mim. Não sei que tipo de pessoas tão vingativas existem nesta blogosfera, que ainda por cima fantasiam coisas que por mais que se lhes diga, continuam a teimar na mesma ideia. Nunca tinha conhecido gente tão desconfiada e teimosa, e preferia que gente assim jamais me tivesse cruzado o caminho. Gostaria de saber, então, que mal tão grave foi esse que eu fiz que justifique que estando eu quieta no meu lugar, me tenham vindo dar cabo do juízo com parvoíces. Que a palavras nunca ditas, prestes a serem ditas, sejam rapidamente ditas, mas sem brincadeiras parvas e sem a estupidez a que quem as profere nos habituou.

Fernanda disse...

E por ter esses pesos...se torna leve,...assim,...como esses barcos no mar...


Beijo beijo

Su disse...

mfc...............intensa

wind..somos duas

porcelain doll.............acredita, essa gente não é gente, são um imenso poço de inveja e maldade..para todos esses o desprezo, é a melhor arma....beijos para ti

fer....:))


jocas maradas......sempre

Porcelain Doll disse...

Queria muito não sentir peso algum... queria sentir-me leve... livre de suspeitas infundadas... queria paz... será que alguém me pode dizer o que quer que eu faça para eu poder ter paz? Diga, educadamente, por favor... que de ordinarice eu já começo a estar farta.

Porcelain Doll disse...

Su: se têm consciência do seu próprio erro, então porque não mudam a sua forma de agir? Se sabem que são invejosos e continuam a agir de acordo com essa mesma inveja, então estão a insistir no erro, não é verdade?? E afinal de contas, inveja do quê? Eu não tenho nada que os outros não possam ter se não quiserem... de facto sinto uma má intenção, mas acho que se deve a algum tipo de equívoco ou mal entendido que não me querem explicar... se ao menos me explicassem o que têm contra mim davam-me oportunidade de me defender. Não tenho nada a esconder. Aliás, acho sim que me exponho demasiado e às coisas que se passam comigo. Quero ajudar, mas se acabar prejudicada não vou conseguir ajudar ninguém.

Na verdade, o contraditório é que eu não sinto maldade propriamente dita... achas mesmo que devo desprezar? Achas que devo desaparecer? Se isso for o melhor, gostaria que me dissessem, se é esse o preço da minha paz, então é um preço que estou disposta a pagar; daria tudo para me libertar desta sensação horrível. Eu desapareço, nunca mais ninguém me põe a vista em cima. Tenho os meus amigos, tenho forma de os contactar sem ser por aqui, conheço-os pessoalmente a todos, boa parte deles antes de sequer ouvir falar em blogues. Se alguém acha que sou eu quem está por trás dos perfis deles, devia desconfiar um pouco menos... não sei o que leva alguém a fazer uma coisa dessas, se for por exploração das diversas facetas da própria personalidade, ainda compreendo, escrever como se se fosse assim ou de outra maneira, tal como fazia Fernando Pessoa. Mas parece haver uma qualquer necessidade de dominar um certo espaço, parece haver prazer em sentir-se que se está em todo o lado, em deter poder sobre a vida alheia, em brincar com os sentimentos alheios... nem tudo é o que parece ser, mas há muitas coisas que são simplesmente o que são e há muito quem venha para aqui não para chatear nem para ser chateado, mas para poder comunicar com outras pessoas que sejam acometidas pelas mesmas dores, pelas mesmas mágoas, ou simplesmente porque é uma forma de organizarmos a informação, comunicarmos com amigos nossos e trocarmos ideias mais facilmente e deixarmos on-line para quem queiramos que veja as coisas que escrevemos. Mas que raio sucede na vida das pessoas que as faz assim desconfiadas?? Acabam por ver coisas onde elas não existem!!

Queria que me deixassem em paz... se acham que não têm nada a aprender comigo, então deixem-me sossegada no meu canto, sim?

Au chocolat disse...

Su,
Foto fantástica acompanhado de um bonito poema de Clarice Lispector (que passei a conhecer graças a ti), uma dupla maravilhosa como já nos vens habituando.

Beijocas
Au Chocolat

sonja valentina disse...

almas inquietas que não se contentam com a forma de um corpo...

há quem lhes chame rebeldes. à minha, apelido-a de errante!

Isaura Pereira disse...

O poema é divinal mas a imagem está sem palavras ...

Jocas bigssss

abriendo puertas y ventanas disse...

que belo!