terça-feira, agosto 14, 2007

a outra

(...) ah, por ora, idos remo e rumo
dá-me as mãos, a boca, o teu ser
façamos desta hora um resumo

do que não poderemos ter.
nesta hora, a única,
a outra.





desce a névoa da montanha...
desce ou nasce ou não sei quê...
minha alma é a tua estranha,
quando vê, vê que não vê.
mais vale a névoa que a vida...
desce, ou sobe: enfim, existe.
e eu não sei em que consiste
ter a emoção por vivida
e, sem querer, estou triste.
(...)


fernando pessoa

5 comentários:

wind disse...

A eterna dúvida do mestre.
Belíssimo poema:)
Bijos

sinha disse...

ola su...

uma ausencia mais prolongada do que o desejavel mas as vezes nao temos escolha... nao se trata apenas de prioridades mas impossibilidade de aceder a net p.ex.

e um grande prazer estar de volta por aqui...
o poema, composicao de palavras... perfeita.

espero que esteja td bem... ja estiveste de ferias?

passo a ler os posts em atraso :))

beijos

Bartolomeu disse...

Nesta hora não ha tempo
Não ha espaço ou distância
Se a outra és tu, não lembro
O desejo é o momento, a circunstância

Su disse...

wind....a duvida...sempre.bjo

sinha..olá menina gostei de ver.te e de te saber bem,jinho

bartolomeu....basta uma palavra e tu .......... enches as linhas.......gostei

jocas maradas

Squeezy disse...

lindo poema pra ler antes de ir pra caminha :) lolol

vá vou só ler mais um post...(sempre só mais um)