segunda-feira, julho 31, 2006

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

10 comentários:

hl disse...

Um dos meus poetas favoritos:) muito bom gosto:) e um modo muito original de encarar a ausência:)
Beijinhos:)

Su disse...

hl....gosto.gostei...beijos

martim disse...

soberbo drummond, fantástica lembrança, su... beijos...

Joaquim Amândio Santos disse...

"
É A MINHA MÃO,
A VONTADE QUE PRIME A ADAGA.

CORTE CÉLERE A ALMA,
RASGANDO O VENTRE DA VONTADE,
PARA QUE TUDO APAGUE,
PARA QUE NADA FIQUE.

PARA QUE A MORTE SE CUMPRA.
"

JAS

Ana P. disse...

Ausência, teria tanto para dizer sobre ausência..
Ausência de mim, talvez a mais importantente. hÁ momentos que realmente preciso de me ausentar um pouco, para que cada regresso seja mais intenso...

Bejitos

dulce disse...

Lindo!!!
Beijossssss

Nilson Barcelli disse...

Um bom texto de um excelente escritor.
Beijos.

wind disse...

Essa ausência é uma presença:) beijos

Su disse...

martim....soberbo é o termo certo:)beijos

jas...belas palavras:)

ana.p...há sempre tanto para dizer:)

dulce...belo.bjo

nilson...gostoo mto.jinho

wind...é pois...é sim.beijos

jocas maradas de ausencias presentes

floca disse...

Muito bom. Um mentiroso este C.D.de A....