sábado, maio 13, 2006

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

11 comentários:

margusta disse...

Fabuloso!!!

Senti cada palavra deste momento de poesia de Miguel Torga!...

Beijinhos Su e bom Domingo :)))

wind disse...

É mesmo, mais vale a distância, quando acaba. Beijos

Alien David Sousa disse...

Excelente escolha! :)

pb disse...

grande verdade !! gostei do poema.

jinhos e bom domingo

hl disse...

O passado foi lá atrás...dor fica no passado:) lindo poema
Beijinhos

António Almeida disse...

quando o tempo passa há calmaria?

dulce disse...

"Perde-se a vida a desejá-la tanto" Mais vale agir.
Beijos ... doces.

Armando S. Sousa disse...

***************,
:::::::::::::::,
???????????????,
!!!!!!!!!!!!!!!,
Não respondo.
Estou silenciosamente, a navegar no Alto-Douro de Torga!
Bom fim de semana.

amigona disse...

Miguel Torga é fenomenal! Lindo...

Su disse...

jgmargusta; wind; alien; pb; hl; antonio almeida; dulce; ésse; amigona.....

jocas maradas de coisas boas

Vanda Baltazar disse...

há barcos que só passam uma vez...

beijo. grande.

Van