terça-feira, dezembro 05, 2006

Amador sem coisa amada

foto Diana Nunes

Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.

Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.

Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional.

António Gedeão

15 comentários:

A Rapariga disse...

tudo o que ficou de ti
de um tempo
antes deste
(cansam-me)
as memórias,

o relógio
não pára
(e esta ausência de ti)
magoa
dói.

Rosa dos Ventos disse...

Gedeão é sempre uma descoberta!

Zb disse...

é bonito, gostei ... eu que também sou amador...

beijinhos

Anónimo disse...

Fantástico! Gosto muito do Gedeão!

eubozeno disse...

e que vultos são esses que ofuscam teus olhos?

belo poema.

Sonia R. / Sombras disse...

Bela escolha. Beijinhos Su.

delfim peixoto disse...

Lindo poema de um poeta lindo, tambem

fábula disse...

eu tb sou uma amadora, ñ confundir c amante =)

amigona disse...

Tão bonito!!!

Ana disse...

Um profissional das palavras belas.

martim disse...

e como amadores assim são as nossas "coisas" amadas! bjo.

pianola / Sonia R. disse...

Não gosto do Natal com férias no Brasil, idosos abandonados nos corredores dos hospitais, gente a dormir na rua. Bom dia.

Bjinhos.

Mendes Ferreira disse...

amador de um amado/a.

______________

uma escolha cheia...

________________

um bom dia. de olhos no céu.....


beijo-!

AS disse...

Gedeão está para além do tempo, para além de todos os olhares!...


Beijokas Su...

as velas ardem ate ao fim disse...

Boa escolha.
Gosto do poeta escolhido.

bjinhos