quarta-feira, setembro 07, 2005

ver


Que angustia descobrir subitamente esses olhos, como um ambiente universal de que não posso evadir-me. Mas que repouso também. Sei finalmente que sou. Transformo-me para uso próprio e com toda a sua indignação a palavra imbecil e criminosa do vosso profeta esse "penso, logo existo" que tanto me fez sofrer-pois quanto mais pensava menos parecia existir- e digo: vêm-me, logo existo. Não me cabe mais suportar a responsabilidade do meu pastoso escoamento: quem me vê e me me faz ser. Sou como ele me vê. J.P.Sartre

2 comentários:

eubozeno disse...

E se este olho metálico me vir como metal, sim, pagarei o preço de o admirar, serei metal.

alfinete de peito disse...

Que olhar ático!
Concordamos plenamente tanto com Sartre como o comentário do eubozeno, assim vale a pena ;)

Beijos, Mercador e Grizo