quinta-feira, setembro 30, 2010

vamos?

foto de kapa

sábado, setembro 18, 2010

Tu sabes, não sabes?

O amor é um animal selvagem que chega até nós em silêncio. Aloja-se em nós e ocupa cada ponto do nosso corpo, mais, toda a nossa vida. [...]
No amor oscilamos entre tudo poder ser e nada poder ser, a impossibilidade de tudo. É este o amor, é esta a nossa vida. Tu sabes, não sabes?
Eu sei muito pouco, quase nada. ...
Ver mais. De ti quero aprender tudo. O melhor e o pior.
O resto é-me indiferente.

Pedro Paixão

quarta-feira, setembro 15, 2010

Vôo

foto de clementecmc
Alheias e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Viam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos como negros abutres, as palavras voam.

Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós, em redor de nós as palavras voam.
E às vezes pousam.


Cecília Meireles

terça-feira, setembro 14, 2010

i.moral

foto de a.m.

"o que é verdadeiramente imoral é desistir de si mesmo."

clarice lispector

sábado, setembro 11, 2010

sábado, setembro 04, 2010

há dias assim


extravagantes
quer dizer invulgares

quinta-feira, setembro 02, 2010

terça-feira, agosto 31, 2010

...


"(...)
enganei.me,
monu.
mental.
mente !"
RB

segunda-feira, agosto 30, 2010

praia de calhau

foto de Giovanni Giorgetti

sexta-feira, agosto 27, 2010

terça-feira, agosto 24, 2010

cores

foto de jorge simão meira

domingo, agosto 08, 2010

abraço


um sorriso
um carinho
todos os dias, sempre

quinta-feira, agosto 05, 2010

segunda-feira, agosto 02, 2010

segunda-feira, julho 26, 2010

EU PEDI

foto de BRUNO NEVES

Não sabia
Mas podia acontecer
Não é tristeza
Mas desilusão
Será?
E o que resta?
Solidão, tristeza?
Sei lá!
Amargura...Incerteza
Que fazer?
Persistir
Ou desistir?
Ah! Se fossem só palavras...
(Graça da Hora)

quarta-feira, julho 21, 2010

tu

foto de martin kovalik
Aquilo que condenas
Não condenas.

Tu és o paradoxo
De ti próprio,
A luta da tua luta,
A compreensão do incompreensível.

Dizes o que não pensas.
E não pensas o que pensas.

Amas como dizes não amar...
Sentes como dizes não sentir...

Não és poeta mas és fingidor.
Só não sabes que és ambas
As coisas
E que em ti nascem e morrem
Infinitos;
que em ti se consagram
Mundos e vontades,
Que és nascente de rio
E foz ao mesmo tempo
Só não sabes que sabes
(ou saberás que sabes?)

João Mattos e Silva

terça-feira, julho 20, 2010

?

Tinha de ser, eu, não podia mais.
Continuar seria uma loucura, uma vergonha ou uma estupidez.
Cansei-me de ser bom, de ser amigo, e esta foi, afinal, a derradeira vez.
A derradeira, sim, que perdoei o mal que construí pelas minhas próprias mãos.
Ouvindo em cada passo num insulto ou numa gentileza disfarçada em cinica e venal contradição.
Satisfazer caprichos e apetites, a troco de uma reles ilusão.
Ser parvo, não ouvir, não compreender, sofrer, chorar, fingir não dar por nada e regressar casa ainda mais destruído e desprezivel.
Só quando a noite dá lugar à madrugada e a gente raciocina mas não vê... numa palavra: Viver assim, porquê?
(desconheço o autor)

segunda-feira, julho 19, 2010

terça-feira, julho 13, 2010

E por vezes


(...)
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes
ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
(David Mourão-Ferreira)

segunda-feira, julho 12, 2010

aniversário

foto de bruno silva
(...)
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,

O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
(...)
F.P.