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quinta-feira, agosto 05, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
EU PEDI
quarta-feira, julho 21, 2010
tu
foto de martin kovalik
Aquilo que condenas
Não condenas.
Tu és o paradoxo
De ti próprio,
A luta da tua luta,
A compreensão do incompreensível.
Dizes o que não pensas.
E não pensas o que pensas.
Amas como dizes não amar...
Sentes como dizes não sentir...
Não és poeta mas és fingidor.
Só não sabes que és ambas
As coisas
E que em ti nascem e morrem
Infinitos;
que em ti se consagram
Mundos e vontades,
Que és nascente de rio
E foz ao mesmo tempo
Só não sabes que sabes
(ou saberás que sabes?)
João Mattos e Silva
Aquilo que condenasNão condenas.
Tu és o paradoxo
De ti próprio,
A luta da tua luta,
A compreensão do incompreensível.
Dizes o que não pensas.
E não pensas o que pensas.
Amas como dizes não amar...
Sentes como dizes não sentir...
Não és poeta mas és fingidor.
Só não sabes que és ambas
As coisas
E que em ti nascem e morrem
Infinitos;
que em ti se consagram
Mundos e vontades,
Que és nascente de rio
E foz ao mesmo tempo
Só não sabes que sabes
(ou saberás que sabes?)
João Mattos e Silva
terça-feira, julho 20, 2010
?
Tinha de ser, eu, não podia mais.Continuar seria uma loucura, uma vergonha ou uma estupidez.
Cansei-me de ser bom, de ser amigo, e esta foi, afinal, a derradeira vez.
A derradeira, sim, que perdoei o mal que construí pelas minhas próprias mãos.
Ouvindo em cada passo num insulto ou numa gentileza disfarçada em cinica e venal contradição.
Satisfazer caprichos e apetites, a troco de uma reles ilusão.
Ser parvo, não ouvir, não compreender, sofrer, chorar, fingir não dar por nada e regressar casa ainda mais destruído e desprezivel.
Só quando a noite dá lugar à madrugada e a gente raciocina mas não vê... numa palavra: Viver assim, porquê?
(desconheço o autor)
Etiquetas:
um poema deixado por Kapa que serviu de post
segunda-feira, julho 19, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
E por vezes
segunda-feira, julho 12, 2010
aniversário
foto de bruno silva

(...)
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
(...)
F.P.
sexta-feira, julho 02, 2010
sexta-feira, junho 25, 2010
domingo, junho 20, 2010
Em todas as ruas
foto de Rogerio Almeida
Em todas as ruas te encontro/ em todas as ruas te perco/ conheço tão bem o teu corpo /sonhei tanto a tua figura /que é de olhos fechados que eu ando/ a limitar a tua altura /e bebo a água e sorvo o ar /que te atravessou a cintura /tanto tão perto tão real /que o meu corpo se transfigura/ e toca o seu próprio elemento/ num corpo que já... não é seu /num rio que desapareceu /onde um braço teu me procura/
Em todas as ruas te encontro/ em todas as ruas te perco/ conheço tão bem o teu corpo /sonhei tanto a tua figura /que é de olhos fechados que eu ando/ a limitar a tua altura /e bebo a água e sorvo o ar /que te atravessou a cintura /tanto tão perto tão real /que o meu corpo se transfigura/ e toca o seu próprio elemento/ num corpo que já... não é seu /num rio que desapareceu /onde um braço teu me procura/Em todas as ruas te encontro /em todas as ruas te perco
[Mário Cesariny]
terça-feira, junho 15, 2010
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foto de David Sousa









