domingo, junho 14, 2009

milhares de vezes

"Seja o que for que decidires viver, não o viverás apenas uma vez mas milhares de vezes, ao recordá-lo para o resto da vida"
(Richard Bach)

sábado, junho 13, 2009

Nocturno

foto de Ana São

Aquela última janela acesa

No casario

Sou eu...



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

sexta-feira, junho 12, 2009

quinta-feira, junho 11, 2009

sentir


foto de Ana Red

“Sentimos saudade
de certos momentos da nossa vida e
de certas pessoas que passaram por ela.”


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, junho 10, 2009

?

Poderei ser como julgo ser ou como os outros julgam que sou? É aqui que estas linhas se transformam numa confissão na presença do meu eu desconhecido e incognoscível, desconhecido e incognoscível para mim mesmo. É aqui que eu crio a lenda segundo a qual devo sepultar-me a mim mesmo.

Miguel de Unamuno

Acredito no invisível

“Acredito no invisível.

Não acredito no visível …para mim, a realidade reside na intuição e na imaginação e na vozinha da minha cabeça que diz:

”isto não é extraordinário?!”

Duane Michals

terça-feira, junho 09, 2009

domingo, junho 07, 2009

há.....................

"Há sempre um momento de saturação em que a vida nos finta, inesperadamente, e em que a nossa verdadeira natureza irrompe para rebentar de uma vez com todos os coletes de forças, lembrando-nos de que existe, dentro de nós, um sósia encarcerado, vendado e amordaçado que, mesmo anémico e agonizante, consegue um dia quebrar as grilhetas e escapar da prisão, derrubando-nos com um só soco."

ÉS MEU de Rita Ferro

Invento-me


foto de bruno silva

Invento-me neste desejo de te abraçar...

Invento-me hera, planta trepadeira,
agarro minhas gavinhas,
minhas expansões, com força,
em tuas estacas, para me poder à terra fixar...

Invento-me abelha, insecto,
Apenas para invadir a tua flor,
Que nasceu de meu desejo,

Para em teu mel, esse néctar,
a minha sede eu poder saciar ....

Invento-me leoa perdida de seu cio,
À procura de um trilho, um sinal, rasto teu,
Para que na floresta da vida,
Eu te possa encontrar...

Invento-me vento , Nortada, brisa, aragem,
Para de forma empolgada,
Agitar teu rio, ondular teu mar...

Invento-me, nestas todas metamorfoses
de ser eu própria, que trago silenciadas no meu espírito,
E ensaio-me assim, neste ser,
Nestas mil formas adoptadas,
Só porque te encontro ao inventar-me,
Mas porque te invento somente a ti!

Beatriz Barroso

sábado, junho 06, 2009

odeio


Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.

sexta-feira, junho 05, 2009

selo

a menina Marta que tem um blog de sonho, mágico e fantástico, deixou-me um mimo em forma de selo que partilho com todos os "meus linkados"
façam o favor de o levar para as vossas "casas"

sou



"Contradigo-me?
Pois bem, então contradigo-me.
Sou extenso, contenho multidões"

quinta-feira, junho 04, 2009

assim


foto de Jmaxado

Nalgumas manhãs incertas sabe-me a boca
ao travo antigo da prosa inquieta por rimar.
Mas sei –o que eu sei das tardes formosas
dos poemas a brotar à flor do olhar……
Desassossego…será!
Paula Paiva

sempre

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação.
Amigo é quem te ama.
É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é para sempre, mesmo que o sempre não exista.

quarta-feira, junho 03, 2009

A palavra

foto de Maria Dias
Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.
Que resumiria o mundo
e o substituiria.
Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.
Carlos Drummond de Andrade

O DOM DA POESIA


Deixa a palavra escorregar,

Como um jardim o âmbar e a cidra,

Magnânimo e distraído,

Devagar, devagar, devagar.

Boris Pasternak (1890-1960)

terça-feira, junho 02, 2009

a falta


foto de Haleh Bryan

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante

Clarice Lispector

por tudo

Por tudo o que me deste / inquietação cuidado / um pouco de ternura / é certo mas tão pouca / Noites de insónia / Pelas ruas como louca / Obrigada, obrigada / Por aquela tão doce / e tão breve ilusão / Embora nunca mais / Depois de que a vi desfeita / Eu volte a ser quem fui / Sem ironia aceita / A minha gratidão / Que bem que me faz agora / o mal que me fizeste / Mais forte e mais serena / E livre e descuidada / Sem ironia amor obrigada / Obrigada por tudo o que me deste / Por aquela tão doce / e tão breve ilusão / Embora nunca mais / Depois de que a vi desfeita / Eu volte a ser quem fui / Sem ironia aceita / A minha gratidão
F Espanca

segunda-feira, junho 01, 2009

hummmmmmmmmmm

foto de António Manuel Correia da Silva